O que é o exame
Esteatose hepática é o acúmulo de gordura dentro das células do fígado, a conhecida gordura no fígado. Ela é comum, muitas vezes não dá sintomas e costuma aparecer por acaso em um ultrassom de abdome. A pergunta que vem logo depois é: essa gordura já está causando dano ao fígado?
É aí que entra a elastografia. Ela é feita com o aparelho de ultrassom, mas, em vez de apenas formar uma imagem, mede a rigidez do fígado. Um fígado saudável é macio. Quando a agressão ao órgão se prolonga, pode surgir fibrose, uma espécie de cicatriz que deixa o tecido mais duro. Medir essa rigidez permite estimar o grau de fibrose sem agulha e sem corte.
No mesmo atendimento, o ultrassom avalia o aspecto do fígado e classifica a esteatose em leve, moderada ou acentuada. Para entender melhor a relação entre gordura e fibrose, leia esteatose hepática e elastografia.
Quando o médico costuma pedir
- gordura no fígado vista em um ultrassom anterior;
- enzimas do fígado alteradas no exame de sangue, como TGO, TGP e GGT;
- diabetes tipo 2, obesidade, colesterol ou triglicerídeos altos, condições ligadas a maior risco de esteatose;
- hepatites B ou C, para acompanhar a doença;
- consumo frequente de bebida alcoólica;
- acompanhamento de quem já trata a esteatose, para ver a evolução do fígado.
Preparo
Em geral, pede-se jejum antes da elastografia. A digestão aumenta a chegada de sangue ao fígado, e isso pode alterar a medida da rigidez. O tempo de jejum varia de um serviço para outro, por isso a equipe confirma o preparo no agendamento.
Além disso:
- mantenha seus remédios de uso contínuo, salvo orientação diferente do seu médico;
- traga exames de sangue recentes e ultrassons anteriores do abdome, se tiver.
Como o exame é feito
Você deita de barriga para cima, com o braço direito elevado atrás da cabeça. Essa posição abre o espaço entre as costelas, por onde o transdutor alcança o fígado.
Primeiro vem o ultrassom convencional, que mostra o tamanho, o contorno e o brilho do tecido. Quanto mais gordura, mais claro o fígado aparece na tela. Depois, para a elastografia, o Dr. Victor pede que você segure a respiração por alguns segundos, de forma tranquila, enquanto o aparelho faz a medida. Isso se repete algumas vezes, e o valor final é calculado a partir do conjunto de medidas, o que torna o resultado mais consistente.
Não há agulha nem radiação. Em geral, você não sente nada além do toque do transdutor com o gel.
Laudo e próximos passos
Enquanto as medidas são feitas, o Dr. Victor explica o que o aspecto do fígado sugere e como os valores de rigidez estão se comportando. Você sai entendendo o que foi encontrado, em palavras simples.
O laudo é entregue no mesmo dia, com o grau de esteatose e o valor de rigidez correspondente a uma faixa de fibrose. Nas escalas mais usadas, a fibrose vai de F0, quando não há fibrose, a F4, o estágio mais avançado.
O próximo passo é levar o laudo ao médico que acompanha você. Ele interpreta o resultado junto com seus exames de sangue e sua história e define se é preciso algum exame complementar. Como a elastografia não usa agulha, ela pode ser repetida ao longo do tempo para mostrar como o fígado responde ao tratamento definido pelo seu médico.
Se o pedido também incluir outros órgãos do abdome, como vesícula, pâncreas e rins, veja a página de ultrassonografia geral.
Perguntas frequentes
A elastografia substitui a biópsia do fígado?
Em muitas situações, a elastografia permite estimar a fibrose sem biópsia. A decisão sobre a necessidade de outros exames é sempre do médico que acompanha você.
Gordura no fígado é grave?
A esteatose é comum e nem sempre causa problemas. O ponto principal é saber se já existe fibrose, e é exatamente isso que a elastografia ajuda a medir.
O resultado sai no mesmo dia?
Sim. O laudo é entregue no mesmo dia, e você já sai do exame sabendo, em linhas gerais, o que foi visto.
Estar acima do peso atrapalha o exame?
Em algumas pessoas, a camada de gordura da parede do abdome dificulta a medida. O médico ajusta a técnica e, se houver alguma limitação, ela é descrita no laudo.






