O que é o exame
A ultrassonografia de mama usa ondas de som para formar imagens do tecido mamário em tempo real. Ela mostra se uma alteração é sólida ou cheia de líquido, qual o formato, como são as bordas e como ela se relaciona com o tecido ao redor. É assim que um nódulo deixa de ser uma dúvida vaga e passa a ter uma descrição clara.
O exame não usa radiação e não comprime a mama. Por isso pode ser feito em qualquer idade, inclusive na gravidez e na amamentação, e repetido sempre que o acompanhamento pedir.
No laudo, cada achado recebe uma categoria do sistema BI-RADS, uma classificação internacional que vai de 0 a 6. Ela organiza o que foi visto e indica o tipo de seguimento: rotina, controle ou investigação. Se você quer entender o que significa cada número, leia o artigo sobre BI-RADS no ultrassom de mama.
Quando o médico costuma pedir
Os motivos mais comuns são:
- um caroço percebido no autoexame ou no consultório;
- complementar a mamografia, principalmente em mamas densas, em que o tecido pode esconder pequenas alterações;
- acompanhar um nódulo já conhecido, para ver se mudou de tamanho ou de aspecto;
- dor localizada, saída de secreção pelo mamilo ou alteração na pele;
- avaliar mulheres jovens, em quem a mamografia geralmente não é o primeiro exame;
- examinar as axilas e os linfonodos.
Ultrassom e mamografia não competem entre si. Cada um enxerga coisas que o outro pode não mostrar, e muitas vezes o médico pede os dois. A diferença entre eles está explicada em ultrassom de mama ou mamografia.
Preparo
Em geral, a ultrassonografia de mama não exige jejum nem preparo especial. Algumas atitudes simples ajudam no dia:
- prefira uma roupa de duas peças, porque só a parte de cima é retirada;
- se possível, não passe creme ou talco nas mamas antes do exame;
- traga mamografias, ultrassons e laudos anteriores. Comparar imagens antigas com as atuais é uma das partes mais úteis da avaliação.
A equipe confirma o preparo no agendamento, de acordo com o seu pedido médico.
Como o exame é feito
Você deita de barriga para cima, com o braço do lado examinado elevado atrás da cabeça. Essa posição espalha o tecido da mama sobre o tórax e facilita a imagem. O Dr. Victor aplica um gel na pele e desliza o transdutor por toda a mama e pela axila, região por região.
O exame não dói. Em uma área sensível, a pressão do aparelho pode incomodar um pouco, e basta avisar para ele ajustar.
Quando aparece um nódulo, ele é medido em mais de uma direção e observado em detalhes: contorno, orientação, conteúdo e a sombra que forma atrás dele. Em alguns casos, o Doppler é usado para ver se há vasos sanguíneos dentro da lesão. Tudo isso entra na classificação final.
Se o resultado indicar que vale analisar as células de um nódulo, o médico que acompanha você pode pedir uma investigação complementar, como a PAAF guiada por ultrassom.
Laudo e próximos passos
Durante o exame, o Dr. Victor mostra na tela o que está vendo e explica com calma, em linguagem simples. Você acompanha cada etapa e pode perguntar na hora. O Dr. Victor Scalzer é médico radiologista com formação pelo Instituto do Câncer, em São Paulo.
O laudo é entregue no mesmo dia, com a descrição de cada achado e a categoria BI-RADS. Em termos gerais:
- BI-RADS 1 e 2: exame sem alterações ou com achados benignos, seguindo a rotina;
- BI-RADS 3: achado provavelmente benigno, em geral acompanhado com novo ultrassom após um intervalo definido pelo médico;
- BI-RADS 4 e 5: achado que pede investigação com biópsia. Só a análise do material define o diagnóstico;
- BI-RADS 0: a avaliação precisa ser completada com outro exame.
Leve o laudo ao médico que pediu o exame. É ele quem junta o resultado com a sua história, o exame físico e os outros exames para decidir o próximo passo.
Perguntas frequentes
O ultrassom de mama substitui a mamografia?
Não. Para o rastreamento de rotina, a mamografia continua sendo o exame principal, a partir da idade que o seu médico indicar. O ultrassom complementa, principalmente em mamas densas e na avaliação de nódulos.
Todo nódulo na mama é câncer?
Não. Muitos nódulos são benignos, como cistos e fibroadenomas. A classificação BI-RADS ajuda a separar o que só precisa de acompanhamento do que merece investigação.
Posso fazer o exame grávida, amamentando ou menstruada?
Sim. O ultrassom é seguro na gravidez e na amamentação, e a menstruação não impede o exame. Alguns médicos preferem a semana seguinte à menstruação, quando as mamas costumam ficar menos sensíveis. Siga a orientação de quem pediu.
O exame também avalia as axilas?
Sim. As axilas fazem parte da avaliação, porque é ali que ficam os linfonodos que recebem a drenagem das mamas. Se algum linfonodo tiver aspecto diferente do habitual, isso aparece descrito no laudo.






