O que é o exame
A tireoide é uma glândula em forma de borboleta, na frente do pescoço, logo abaixo do pomo de adão. Ela produz hormônios que ajudam a regular o metabolismo. A ultrassonografia mostra o tamanho da glândula, a textura do tecido e qualquer nódulo ou cisto, com um nível de detalhe que o exame de sangue não alcança.
Os exames de sangue, como TSH e T4 livre, dizem como a tireoide está funcionando. O ultrassom mostra como ela é por dentro. Um completa o outro, e por isso é comum o médico pedir os dois.
Quando há nódulos, cada um é descrito pela classificação ACR TI-RADS, que vai de TR1 a TR5. Ela soma pontos para cinco características: composição, ecogenicidade (o quanto o nódulo aparece claro ou escuro), formato, margens e pequenos pontos brilhantes chamados focos ecogênicos. Quanto mais alta a categoria, mais atenção o nódulo pede. O artigo sobre nódulo na tireoide e TI-RADS explica cada nível com calma.
Quando o médico costuma pedir
- caroço ou aumento de volume percebido no pescoço;
- alteração nos exames de sangue da tireoide, como TSH alto ou baixo;
- suspeita de tireoidite, como a de Hashimoto;
- nódulo encontrado por acaso em outro exame, como um Doppler das carótidas ou uma tomografia;
- acompanhamento de nódulos já conhecidos;
- histórico familiar de doença da tireoide ou radiação no pescoço no passado;
- controle depois de cirurgia da tireoide.
Preparo
Em geral, não há preparo. Não é preciso jejum, e os remédios de uso contínuo, incluindo os da tireoide, seguem no horário de sempre, salvo outra orientação do seu médico.
Duas sugestões simples: venha com roupa de gola aberta e sem colares, e traga ultrassons e laudos anteriores. Se o nódulo já foi medido antes, a comparação mostra se ele cresceu ou ficou estável, uma informação que pesa bastante no acompanhamento.
A equipe confirma o preparo no agendamento.
Como o exame é feito
Você deita de barriga para cima, com um apoio sob os ombros para que o pescoço fique levemente estendido. O gel é aplicado no pescoço e o transdutor percorre os dois lobos da tireoide e o istmo, a faixa que liga um lado ao outro.
Cada nódulo é medido em três dimensões e analisado pelos critérios do TI-RADS. O Doppler colorido pode mostrar como o sangue circula dentro do nódulo e na glândula como um todo, o que ajuda, por exemplo, na avaliação de tireoidites e do hipertireoidismo. O exame também olha os linfonodos do pescoço.
Você pode respirar e engolir normalmente. Se o médico precisar que você fique parado por um instante, ele avisa. O exame não dói, e a pressão do transdutor sobre o pescoço costuma ser leve.
Laudo e próximos passos
O Dr. Victor conversa com você durante o exame e mostra na tela onde está cada nódulo, de que tamanho ele é e quais características chamaram atenção. Muita gente chega preocupada só de ouvir a palavra "nódulo". Ver a imagem e entender o que ela mostra ajuda a colocar o achado na proporção certa.
O laudo sai no mesmo dia, com a categoria TI-RADS de cada nódulo e a recomendação geral prevista pelos critérios do ACR, que pode ser:
- nenhum seguimento específico;
- acompanhamento com novo ultrassom;
- análise das células por punção.
Quando a punção é indicada, ela é feita como PAAF guiada por ultrassom.
O passo seguinte é levar o laudo ao endocrinologista ou ao médico que pediu o exame. Ele interpreta o resultado junto com seus exames de sangue e sua história e define a conduta.
Perguntas frequentes
Nódulo na tireoide é comum?
Sim. É um achado frequente, principalmente em mulheres e com o passar da idade. A grande maioria dos nódulos é benigna e muitos só precisam de acompanhamento.
O ultrassom diz se o nódulo é câncer?
Não com certeza. O ultrassom estima o risco de cada nódulo pela categoria TI-RADS. Quando é preciso confirmar, a resposta vem da análise das células obtidas pela PAAF.
Tenho hipotireoidismo. Preciso fazer o ultrassom?
Depende do caso. Alterações de função nem sempre exigem ultrassom, mas o médico pode pedir para avaliar a textura da glândula ou investigar nódulos. Essa decisão é de quem acompanha você.
De quanto em quanto tempo devo repetir o exame?
O intervalo depende da categoria, do tamanho do nódulo e da sua história. Quem define a frequência é o médico que acompanha você, com base no laudo.






