O que é o exame
PAAF é a sigla de punção aspirativa por agulha fina. Com uma agulha bem fina, o médico retira uma pequena amostra de células de um nódulo. Esse material segue para um laboratório de citopatologia, onde é analisado ao microscópio.
O ultrassom é o que torna a punção guiada. O Dr. Victor acompanha a ponta da agulha na tela, em tempo real, até a parte do nódulo que precisa ser amostrada. Isso ajuda a colher material do ponto certo, inclusive em nódulos pequenos ou que não dá para sentir com os dedos.
A PAAF não é uma cirurgia. Não há corte nem pontos e, em geral, você vai para casa logo depois.
Quando o médico costuma pedir
A punção é indicada quando a imagem sozinha não basta para definir a natureza de um nódulo. As situações mais comuns são:
- nódulo de tireoide cuja categoria TI-RADS e cujo tamanho atingem os critérios do ACR para análise das células;
- nódulo de mama que precisa de esclarecimento, a critério do médico;
- linfonodo (íngua) aumentado ou com aspecto que merece investigação;
- cisto que causa desconforto e pode ser esvaziado pela agulha.
A indicação parte do médico que acompanha você, junto com o radiologista. Em alguns casos de mama, por exemplo, outro tipo de biópsia pode ser mais adequado.
Se a sua punção é de tireoide, o artigo sobre como a PAAF de tireoide é feita detalha cada etapa. E se você ainda quer entender a classificação do seu nódulo, veja nódulo na tireoide e TI-RADS.
Preparo
Em geral, a PAAF não exige jejum. Você pode se alimentar normalmente e manter seus remédios de costume, com uma exceção importante.
Se você usa anticoagulante ou antiagregante plaquetário (os remédios que "afinam o sangue", como varfarina, rivaroxabana, apixabana, AAS ou clopidogrel), avise o médico antes do procedimento. Nunca suspenda esses remédios por conta própria. A decisão de manter, ajustar ou pausar é do médico que prescreveu, em conjunto com o Dr. Victor.
Outras orientações úteis:
- traga o pedido médico e os ultrassons anteriores do nódulo;
- para punção no pescoço, venha com roupa de gola aberta e sem colares;
- se você fica nervoso com agulhas, vir acompanhado pode deixar o dia mais tranquilo.
A equipe confirma o preparo no agendamento.
Como o exame é feito
Primeiro, o Dr. Victor faz um ultrassom da região para localizar o nódulo e planejar o trajeto da agulha. Ele explica cada passo antes de começar, para que nada seja surpresa.
A pele é limpa com antisséptico. Quando indicado, pode ser aplicado anestésico local. Com o transdutor posicionado, a agulha entra até o nódulo e faz pequenos movimentos de vai e vem para colher as células. Às vezes é feita mais de uma passagem, para obter material suficiente para a análise.
Na punção do pescoço, pode ser pedido que você não engula nem fale por alguns instantes, enquanto a agulha está no lugar. Muitas pessoas descrevem a sensação como uma pressão ou uma picada parecida com a de uma coleta de sangue.
No fim, é feita uma compressão no local e colocado um curativo pequeno. Em geral, atividades leves podem ser retomadas no mesmo dia. Uma mancha roxa pequena ou sensibilidade no local nos dias seguintes é comum e costuma passar sozinha. Se houver inchaço que aumenta, dor forte ou febre, procure atendimento médico.
Laudo e próximos passos
A punção tem duas partes de resultado, e vale entender a diferença. O laudo do procedimento, com a descrição do nódulo e de como a punção foi feita, é entregue no mesmo dia. Durante todo o procedimento, o Dr. Victor explica o que está vendo na tela e o que está fazendo.
A análise das células é feita pelo laboratório de citopatologia, e o prazo desse resultado depende do laboratório. A equipe informa no dia como e quando você recebe. Nos nódulos de tireoide, o resultado costuma seguir o Sistema Bethesda, que vai da categoria I à VI.
Com a citologia em mãos, volte ao médico que pediu o exame. Ele interpreta o resultado junto com o ultrassom e decide entre acompanhar, repetir a punção ou seguir outro caminho. Às vezes a amostra vem com poucas células (Bethesda I) e a punção precisa ser repetida. Isso pode acontecer por características do próprio nódulo, como quando ele tem muito líquido, e não indica, por si só, algo grave.
Perguntas frequentes
A PAAF dói?
Em geral, o desconforto é pequeno e passa logo. A agulha é fina, de calibre parecido ou menor que o de uma coleta de sangue. Quando indicado, o anestésico local deixa o procedimento ainda mais tranquilo.
Uso remédio para afinar o sangue. Posso fazer a punção?
Muitas vezes sim, mas isso precisa ser avaliado antes. Avise na hora de agendar e converse com o médico que prescreveu o remédio. Não interrompa nada por conta própria.
Preciso de acompanhante?
Na maioria dos casos não, porque não há sedação. Mesmo assim, se a ansiedade com agulhas for grande, vir com alguém de confiança ajuda.
Em quanto tempo sai o resultado da citologia?
Depende do laboratório que analisa o material. A equipe informa o prazo e a forma de entrega no dia do procedimento.






