
O Treinamento Intensivo FAST e E-FAST na Emergência é uma imersão de dois dias, em Araguaína, conduzida pelo Dr. Victor Scalzer, médico radiologista. O curso une teoria, raciocínio clínico e prática individual no equipamento, com foco na aplicação real dos protocolos FAST e E-FAST no atendimento de urgência. Até agora foram duas turmas, com perfis bem diferentes, e as duas deixaram claro o mesmo ponto: o ultrassom à beira do leito se aprende com o transdutor na mão.
Por que um treinamento de FAST em Araguaína
O ultrassom point-of-care, conhecido como POCUS, deixou de ser um diferencial e passou a fazer parte da rotina de quem atende pacientes críticos. Na emergência, ele ajuda a responder perguntas objetivas à beira do leito, como a presença de líquido livre no abdome, de derrame pericárdico ou de sinais de pneumotórax.
Para muitos médicos da região, aprender isso exigia viajar para outros centros. A proposta do treinamento foi trazer essa formação para Araguaína, com método, profundidade e aplicação prática, como parte de um projeto estruturado de educação médica.
Se você quer revisar as janelas e os achados de cada protocolo antes de ler sobre o curso, veja FAST e E-FAST na emergência.
Como o treinamento é organizado
Dois dias de imersão
O curso acontece em dois dias seguidos. A ideia é reproduzir o ritmo do plantão: entender a pergunta clínica, escolher a janela certa, adquirir a imagem e decidir o que fazer com ela.
Teoria aplicada ao plantão
A parte teórica cobre os fundamentos do ultrassom e os protocolos FAST e E-FAST, sempre ligada a situações reais da urgência. Mais do que transmitir técnica, a proposta é mudar a forma de enxergar e conduzir o atendimento do paciente traumatizado.
Prática individual no equipamento
É o centro do treinamento. Cada participante pratica no aparelho, com supervisão, até conseguir adquirir e interpretar as janelas com segurança. É nessa etapa que aparecem os detalhes que nenhum livro resolve: ajuste de profundidade e ganho, posição do transdutor, diferença entre líquido livre e estruturas normais.
Raciocínio clínico e tomada de decisão
O exame só tem valor quando entra na decisão. Por isso, os achados são discutidos dentro de cenários de urgência, com o raciocínio que o médico precisa fazer em minutos diante de um paciente instável.
A primeira turma
A primeira turma foi formada em sua maior parte por estudantes de medicina, muitos sem nenhum contato anterior com o ultrassom. Foram dois dias intensos de prática, raciocínio clínico e tomada de decisão.
O resultado mais marcante foi ver participantes que nunca tinham segurado um transdutor saírem realizando o exame com segurança e propósito. Para quem ainda está na formação, isso muda a forma de chegar ao primeiro plantão: o FAST deixa de ser um tema de prova e passa a ser uma ferramenta que encurta caminhos e antecipa decisões.
A segunda turma
A segunda edição, em 30 e 31 de maio de 2026, reuniu médicos que vivem a realidade do plantão e conhecem o peso de cada decisão diante de um paciente crítico. Entre eles, profissionais com longa trajetória na medicina de Araguaína.
Um dos participantes, médico com mais de 30 anos de formado, explicou por que voltou para a sala de aula: hoje os médicos têm a oportunidade de fazer um tipo de semiologia que ele não teve na formação. Na visão dele, isso permite aprender mais e, principalmente, errar menos, porque quem sofre com o erro é sempre o paciente. Ele resumiu a ideia dizendo que o ultrassom veio para ficar e que, se o aparelho está disponível, o médico precisa saber usar.
Esse olhar de quem tem décadas de prática reforça o que o treinamento propõe: o ultrassom à beira do leito é uma extensão do exame físico, capaz de acelerar diagnósticos e apoiar decisões com mais segurança.
Para quem é o treinamento
As duas turmas mostraram que o curso funciona para perfis diferentes:
- estudantes de medicina que querem chegar ao internato e ao plantão com uma ferramenta a mais;
- médicos que atuam em pronto-socorro, UPA e plantões hospitalares;
- médicos experientes que querem incorporar o ultrassom ao exame físico do dia a dia.
Não é preciso ter experiência prévia com ultrassom. A prática supervisionada no equipamento é pensada justamente para levar cada participante do primeiro contato até a execução com segurança.
Quem conduz
O treinamento é conduzido pelo Dr. Victor Scalzer, médico radiologista, CRM-TO 4200, RQE 2434, com formação pelo Instituto do Câncer, em São Paulo. No dia a dia, ele atende na Scalzer Ultrassonografia Especializada, em Araguaína, onde realiza exames como ultrassonografia geral e Doppler vascular. A mesma atenção aos detalhes da imagem que ele aplica nos exames é o que orienta a prática do curso.
Novas turmas estão sendo planejadas. Se você quer participar, as informações sobre datas e vagas são passadas pelo WhatsApp do treinamento.
Perguntas frequentes
Quanto tempo dura o treinamento?
São dois dias de imersão, com teoria aplicada, prática individual no equipamento e discussão de cenários de urgência.
Preciso saber usar ultrassom para participar?
Não. Na primeira turma, boa parte dos participantes nunca tinha usado o ultrassom e saiu realizando o FAST com segurança.
O curso é só para médicos?
As duas turmas tiveram perfis diferentes. A primeira teve maioria de estudantes de medicina, e a segunda foi formada por médicos que atuam em plantão. As condições de cada turma são informadas pelo WhatsApp do treinamento.
Quando será a próxima turma?
As próximas turmas estão sendo planejadas. Datas, vagas e inscrição são informadas pelo WhatsApp do treinamento.
Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação do seu médico. Quem interpreta cada caso é o profissional que acompanha você.



